Os erros da ultra-esquerda

21 Maio, 2008

A página do PSTU na Internet traz um texto sobre as eleições na APEOESP. Em poucas linhas, o partido consegue sintetizar a concepção que defende sobre as relações com o movimento sindical. Diz assim: “…A burocracia cutista (PT e PCdoB), base de sustentação do governo Lula, tem sistematicamente boicotado as ações e lutas da categoria, pois não possuem interesse algum em apostar em um ascenso que questione os governos, seja do PT ou do PSDB. Em vários momentos não encaminharam propostas de assembléias onde invariavelmente, são derrotados”.

Quer dizer, o sindicato, para o PSTU, serve para questionar e (para bom entendedor, meia palavra basta) derrubar governos. As lutas imediatas dos trabalhadores ficam pra depois (quando eles assumirem o poder, é claro!).

Outro texto interessante transcrito, desta vez, da página do PT na Internet, aborda a relação entre a direita e a esquerda.

“A esquerda aprendeu com seus próprios erros e sabe que na disputa política e ideológica atual não basta a propaganda dos valores revolucionários e que a ruptura não é garantia para um mundo mais justo. Hoje, com a fantástica revolução tecnológica e científica que vivemos, com redes virtuais globais congregando todo tipo de interesse e com disparidades sociais gigantescas, não é mais possível pensarmos numa transformação social que não seja processual. É no conteúdo das ações programáticas e os valores que se definem e se preservam o caráter e o alcance da mudança e não na forma da sua conquista”.

Agora que você já leu os textos, reflita um pouco e faça seus comentários.

 

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PSTU “passa o chapéu” entre a militância

21 Maio, 2008

O PSTU/Conlutas, após as costumeiras ofensas e inverdades que se especializaram em dizer contra a Chapa 1 e a CUT, publicou um texto em seu site pedindo uma “mãozinha” financeira e política a seus militantes para as eleições na APEOESP.

“Para que possamos equilibrar esta disputa é importante que os companheiros/as contribuam conosco”, diz o pedido. Continua o texto: “Necessitamos de apoio financeiro, político e logístico”. O partido reconhece que esta eleição se trata “de uma das mais importantes eleições sindicais em nosso país e o seu resultado pode alterar o quadro sindical”.

Fala sério. Isso prova duas coisas; primeiro, para o PSTU pedir apoio “político e financeiro” à sua militância às vésperas das eleições, é porque está encontrando dificuldades imensas para empolgar os professores, inclusive, a sua própria militância. E, segundo, explica o fato de estarem desesperados em ganhar as eleições, já que mais uma derrota (que certamente virá) os colocarão, definitivamente, no ostracismo do movimento sindical.

O(a) professor(a), condoído(a), quer contribuir?

 

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Só 7 escolas, das 5.183 têm padrões internacionais

19 Maio, 2008

Saiu na Folha Online. Só 7 das 5.183 escolas estaduais de SP possuem padrões de ensino internacionais. Duas delas são do ensino médio e outras cinco, escolas de 5ª a 8ª série do ensino fundamental. Apenas 1 escola está capital.

Somente essas sete escolas atenderam às metas estipuadas pelo Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), indicador criado pelo próprio governo estadual para avaliar as condições da qualidade do ensino na rede que administra.

 

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Parada GLBT terá mais protesto do que festa

19 Maio, 2008

A APEOESP estará presente, pela sétima vez, na 12ª edição da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, marcada para o próximo dia 25. Ao todo, 22 trios-elétricos desfilarão pela avenida Paulista este ano, a maioria de ONGs e sindicatos. Além do trio da APEOESP, participarão o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP) e o Sindicato dos Trabalhadores de Telemarketing (Sintratel).

 

Apenas seis empresas levarão trio-elétricos. A maior participação de entidades sindicais e ONGs darão um sentido mais político para a Parada, sem abrir mão da alegria. Sob o tema “Homofobia Mata! Por um Estado laico de fato”, os organizadores e participantes do evento chamam a atenção para os direitos dos homossexuais, principalmente para o PLC 122/2006, projeto que tramita no Congresso e institui o crime de homofobia.

 

Segundo o vice-presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT (APOGLBT), Murilo Moura Sarno, a maior participação de ONGs e instituições na manifestação faz parte de algumas mudanças que vêm acontecendo no processo político no que se refere à visibilidade de gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e transgêneros. “Esse mudança se dá a cada quatro anos. É uma mudança gradual, movida principalmente pela visibilidade que conquistamos. Não é à toa que o próprio tema deste ano traz essa discussão”, afirma.

 

O conselheiro estadual da Apeoesp, Walmir Siqueira, também acredita que a parada é um espaço de luta e conscientização política. “Consideramos que a parada é o mais importante evento social do país e acreditamos que temos a obrigação de participar. Como somos o maior sindicato da América Latina, sentimos a necessidade de atuarmos de forma mais efetiva e estarmos atentos à questão da população GLBT”, diz.

 

Mais uma vez, a Apeoesp levará à avenida Paulista o trio Sol Nascente, que terá cerca de 50 convidados. “A parada faz parte da agenda do sindicato desde o começo do ano e aqui dentro todos apóiam nossa iniciativa”, lembra Siqueira.

 

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Contratos irregulares no governo estadual soma R$ 1,3 bilhão

19 Maio, 2008

O líder da bancada do PT na Alesp, professor Roberto Felício, ex-presidente da APEOESP, concedeu entrevista ao site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim. Vale a pena ler.

Felicio mostrou que um levantamento feito pela bancada do Partido junto ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) mostra que a empresa francesa Alstrom firmou 139 contratos com o governo de São Paulo entre 1989 e 2008, para o Metrô, considerados irregulares, no valor de R$ 1,3 bilhão. A empresa teria pago propina à políticos para liberarem os contratos, firmados durante os governos Quércia, Fleury, Covas e Alckmin.

A bancada tenta a abertura de uma CPI para investigar as denúncias que saíram publicadas no jornal “Wall Street Jornal”.

O levantamento das irregularidades serão repassadas ao Ministério Público Estadual e Federal.

 

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Idesp: 57% das escolas de SP não atingem média 1,41

16 Maio, 2008

Mais da metade de todas as escolas estaduais paulistas tem indicadores abaixo das médias do Índice de Desenvolvimento de São Paulo (Idesp) no Estado. No ensino médio, a situação é mais alarmante, já que 57% das escolas não atingiram o Idesp 1,41, numa escala de 0 a 10. No ciclo de 1º a 4 ª séries, 55% não chegam a 3,23 e, entre estabelecimentos de 5ª a 8ª, 50% estão abaixo de 2,54.

Entre os dez piores do Estado em cada ciclo, a maioria das escolas têm Idesp menor do que 1. Isso quer dizer que grande parte dos seus alunos está no nível abaixo do básico e não é capaz de compreender textos ou fazer cálculos elementares em matemática. Como as metas traçadas para o fim deste ano pelo governo aumentam em cerca de 5% o Idesp desejado, as piores nem sequer chegarão a 1 em 2008 e demorarão mais que o restante para a atingir o objetivo de 2030.

No ano passado, faltou professor de história, geografia, física, química e matemática na Escola Paulo Virgínio, em Cachoeira Paulista, que tem o pior Idesp do Estado (0,16). ?Os nossos alunos do período noturno não tiveram o menor interesse em fazer o Saresp (exame que compõe o Idesp). Eles não freqüentam as aulas, faltam em todas as disciplinas, são o nosso maior desafio?, lamenta a diretora Ana Maria Barreiros. A escola aparece justamente na lista das piores do ensino médio.

Segundo o vice-presidente do Conselho Estadual de Educação, Arthur Fonseca Filho, um dos grandes problemas do ensino médio é adequar o currículo ao interesse dos adolescentes. Apesar de ter universalizado o ensino fundamental, o País enfrenta dificuldades para aumentar o índice nacional de 40% dos jovens freqüentando o ensino médio. Em São Paulo, a taxa é de cerca de 60%.

Agência Estado

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Conselho de Educação discute diretrizes do ensino municipal para a próxima década

16 Maio, 2008

O Conselho Municipal de Educação (CME) discutirá neste final de semana as diretrizes da educação em Ribeirão Preto para os próximos dez anos. Em conferência aberta, o conselho e 290 representantes vão votar propostas como a exigência de concurso para a nomeação de diretores da rede pública e o déficit de creches no ensino infantil.

 

A partir de um documento-base, os participantes vão poder retirar e incluir itens ao projeto final. O resultado será enviado à Prefeitura e depois à Câmara.

 

“A lei federal pede, desde 2001, que municípios e Estados tenham planos de educação. Embora não haja prazo, estamos relativamente atrasados com isso”, disse o professor José Marcelino Rezende Pinto, presidente do CME.

 

Em 2007, foram realizadas plenárias para diagnosticar os problemas e apontar propostas. Entretanto, segundo Pinto, a palavra final sobre o assunto virá do Legislativo. A expectativa é que o projeto seja aprovado ainda neste ano. “Entendemos que haverá tempo suficiente para que votem isso”, afirmou.

 

De acordo com o professor Walter Columbini, vice-presidente do conselho, o conflito de interesses pode prejudicar a aprovação das metas educacionais. “Nosso principal objetivo é a melhoria do ensino. Sairemos com um plano aprovado, mas teremos que pressionar a Câmara. Hoje, por exemplo, os diretores de escola são escolhidos por indicação política. Com isso, muda o governo, muda o diretor, que deixa de dar seqüência a um trabalho”, disse.

 

Para o secretário da Educação, José Norberto Callegari Lopes, a questão dos diretores é a menos relevante. O secretário disse ainda que o plano é uma iniciativa positiva e que vai ajudar a direcionar recursos.

 

Gazeta de Ribeirão


Estudantes levam punhal e soco-inglês para escola

16 Maio, 2008

A PM apreendeu um punhal e um soco-inglês ontem na Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Santa Maria, na Vila Cardia.

É o segundo dia em que a polícia acha armas em colégios. Anteontem, um aluno foi para a aula com uma garrucha (leia abaixo).

O punhal e o soco estavam com dois alunos e foram encontrados por uma inspetora, na mochila de um deles. O punhal estava camuflado como se fosse um martelo de madeira, usado por motoristas de ônibus para conferir a calibragem dos pneus.

Mas, ao puxar o cabo do martelo, surge uma lâmina de aproximadamente 15 centímetros. Ela seria supostamente usada pelos alunos para se defender de uma gangue.

É essa a explicação apresentada à Polícia Civil. Os alunos, de 15 e 16 anos, afirmaram terem sido ameaçados de agressão por um grupo comandado por uma aluna de outra escola.

A diretora regional da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado), Suzi da Silva, afirma que essas ocorrências não são fatos isolados.

“O sindicato vem denunciando isso há bastante tempo e o governo do Estado insiste em não assumir o problema”, reclama.

“A violência na escola cresce. O número de alunos em sala é grande e isso dificulta o aprendizado da criança, que perde o estímulo e parte para indisciplina e violência.”

A Secretaria Estadual informou que não pode revistar alunos porque não tem poder de polícia. A punição máxima para o infrator é transferência de colégio.

A dona-de-casa Eusiclélia de Andrade, 30, tem dois filhos na escola estadual Francisco Antunes, na Vila Seabra, e lembra da responsabilidade dos pais. “Em casa, precisa prestar atenção. Às vezes a criança pega algo escondido e leva para a escola.”

Direção acha bomba no Ernesto Monte
Uma bomba foi encontrada às 16h15 de ontem na escola estadual Ernesto Monte, na praça das Cerejeiras. Ela não chegou a explodir, apurou o BOM DIA. Pais de alunos foram chamados e detalhes da bomba não foram informados.

Anteontem, um aluno entrou com uma garrucha na escola estadual Francisco Antunes, na Vila Seabra. Ele ameaçou um colega em sala e disse que atiraria nele na saída.

Jornal Bom Dia, Bauru, SP


Descobertas super-estruturas criminosas em governos tucanos

16 Maio, 2008

O jornalista Marco Aurélio Weissheimer, da Agência Carta Maior, trás hoje, matéria desvendando uma verdadeira super-estrutura criminosa montada no governo de Yeda Crusios (PSDB), no Rio Grande do Sul. Outra notícia está na Folha de São Paulo, sobre contratos ilícitos assinados pelo Metrô/governador Serra (PSDB).

Diz a matéria da Carta Maior que a Procuradoria Geral da República apresentou, dia 15, denúncia contra 44 pessoas envolvidas em fraude do Detran. Entre elas estão políticos do PP, PSDB, PMDB e PTB e um dos coordenadores da campanha eleitoral de Yeda Crusius (PSDB), governadora do Estado.

Segundo revelou a PGR, foram desviados R$ 44 milhões do Detran, entre julho de 2003 e novembro de 2007. Os envolvidos responderão por crime de “formação de quadrilha, dispensa indevida de licitação, locupletamento, peculato, concussão, corrupção ativa e passiva, distorção, falsidade ideológica e supressão de documentos.

Em São Paulo

O Tribunal de Contas do Estado também investiga casos de desvio de recursos do Metrô em São Paulo. O TCE considerou irregulares contratos entre o Metrô paulista e a empresa Alstom no valor de R$ 556 milhões (quase 13 vezes maior do caso do Rio Grande do Sul). Em um desses casos suspeitos, o Metrô restaurou, em 2007, um contrato de 1992 para comprar 11 trens ao custo de R$ 500 milhões.

A Alston é investigada na França e na Suíça sob suspeita de ter pago propina de US$ 6,8 milhões para obter negócios de US$ 45 milhões do Metrô. Os promotores suspeitam que a empresa teria pagado comissões a políticos brasileiros.

Outro contra investigado e contestado pela Justiça é de cerca de R$ 742 milhões. O consórcio perdedor diz que o Metrô aceitou contratar a Alston apesar de haver 12 inconsistências na proposta da empresa.


Destilando ódio

13 Maio, 2008

Enquanto o governo Serra pratica diariamente o exercício de “como desmontar a Escola Pública e punir os(as) professores(as)”, a Secretária Estadual de Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, continua destilando seu ódio aos professores e à pedagogia. Veja o que ela disse a uma revista de circulação semanal:

 

“Num mundo ideal, eu fecharia todas as faculdades de pedagogia do país, até mesmo as mais conceituadas”.

 

“ Os educadores afirmam por aí ser impossível oferecer uma boa aula diante de classes cheias mas, tirando as séries iniciais, esse é um fator de pouca importância”.

 

“Essa velha política de isonomia salarial…contribui para a acomodação de uma massa de profissionais numa zona de mediocridade. Por isso, demos um passo na direção oposta”.


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