Dentro de seis dias, mais de 150 mil professores da rede estadual de ensino irão às urnas para eleger a nova Diretoria e o Conselho de Representantes da APEOESP. Além de decidir sobre os rumos políticos do Sindicato, os professores decidirão, também, sobre o futuro da escola pública em São Paulo.
Encontrar os caminhos certos que fortaleçam o Sindicato da categoria, com políticas corretas e responsáveis serão determinantes para equilibrar a correlação de forças entre a categoria e o governo estadual. Deixar a APEOESP entregue a aventuras que pouco ou nada contribuem para os avanços tão necessários nas condições de vida e de trabalho do professor, não só desacreditarão o que o sindicato construiu ao longo de sua história, como os ataques do governo Serra ressurgirão com muito mais violência.
Chapa 1 tem as melhores propostas
Nós, professores e professoras de todo o Estado que compõem a Chapa 1 – Unidade pra Valer, em Defesa dos Professores e da Escola Pública, temos as melhores propostas para a categoria e para a condução política da APEOESP. Fomos nós que, ao longo da história da entidade, sempre estivemos presentes nas principais lutas da categoria. Você professor(a) é testemunha disso e de quantas vitórias e avanços a APEOESP conquistou. Nunca abrimos mãos da pressão das ruas, mas também jamais abriremos mão das mesas de negociação. Esse binômio é a chave para qualquer avanço que se pretenda dar. A categoria mobilizada e pronta a negociar, seja lá qual for o governo, é certeza de conquistas. Caso contrário, o embate direto das ruas, a recusa em participar de fóruns de discussão e, principalmente, das mesas de negociação, é um risco que ninguém deveria correr. Além de ser politicamente incorreto, o PSTU/Conlutas arrisca a integridade física do(a) professor(a) e não garante absolutamente nada, a não ser a perda da credibilidade junto à comunidade escolar.
Quatro chapas
No próximo dia 5 de junho, os(as) professores(as) irão votar em uma das quatro chapas inscritas para disputar a direção da APEOESP. A Professora Maira Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, é a nossa candidata à Presidente. O professor Fábio Santos de Moraes é candidato à Secretaria Geral e a Professora Francisca Pereira da Rocha é a nossa candidata à vice-Presidência.
Três valorosos professores e integrantes da principais correntes políticas que atuam na APEOESP. Recentemente, os 120 candidatos à Direção e os milhares de professores e professoras candidatos(as) ao Conselho de Representantes da Chapa 1 receberam o apoio das principais lideranças sindicais e de importantes educadores e intelectuais do país.
A Professora Maria Izabel convida você a, neste blog, acessar o ícone “Programa” e ler as nossas propostas e compará-las às propostas das outras três chapas.
Desfaçatez
A chapa 2, que se diz de oposição à Direção, usa da má fé para confundir os(as) professores(as). Dos 120 diretores que compõem a Direção da AEPOESP, 44 deles foram eleitos na eleiçâo passada. O candidato deles à presidência, o professor José Geraldo Corrêa Júnior, o Geraldinho, é o Secretário Adjunto de Políticas Sociais; o Prof. Silvio de Souza é o atual Secretário de Comunicação; o Prof. Edgar Fernandes é o vice-presidente da APEOESP. O Prof. Paulo Neves é o atual Secretário de Assuntos Educacionais e Culturais. Todos recebem ajuda de custo, têm assessores, secretárias, celulares e carros. Quem quiser encontrá-los é só se dirigir ao Mezzanino ou aos 5º e 6º andares do prédio da sede central. Estarão lá, todos os dias. Porque, só agora, às vésperas das eleições é que se auto-denominam de oposição?
O fato é que a chapa 2 é sustentada política e financeiramente pelo PSTU/Conlutas. Um partido político que têm, aos olhos da esmagadora maioria da classe trabalhadora, um projeto político-sindical extremamente equivocado: acham que um sindicato deve estar atrelado ao partido político (ao deles é claro) porque a missão de um sindicato é derrubar governos e não negociar direitos.
O PSTU/Conlutas é um partido que, por essa postura e por essas concepções, vem colecionando derrotas ao longo da sua curta e problemática existência. Não aceita divergências internas e só discute composições se todos se curvarem ao que reza a sua cartilha. No entanto, “coerentemente” prefere alianças à direita se for para derrotar os companheiros que estão na direção de sindicatos que recebem o apoio da APEOESP. Caso das eleições no Sindicato dos Bancários de Brasília, quando a chapa do PSTU/Conlutas fez acordos e alianças com a direita instalada na confederação oficial dos bancários (Contec). Ou ainda, no caso das eleições dos Servidores Públicos Municipais de Ribeirão Preto, quando o PSTU procurou o PSDB para derrotarem a chapa apoiada pela APEOESP. Perderam, é claro.
Quando o embate político está no terreno democrático, o PSTU/Conlutas ao se ver perdido pela falta de votos e apoio dos trabalhadores, orienta os seus seguidores a partirem para a agressão verbal e até física. No 30º Congresso da CNTE, por não concordarem que os(as) professores(as) delegados(as) presentes ao congresso ouvissem o Ministro da Educação, Fernando Hadad, e cobrassem deles alterações importantes na política de Educação, os militantes dos PSTU, como não tinham votos, impediram que o ministro falasse, inclusive, ameaçando ele e sua filha de 8 anos, de agressão.
O engraçado é que a violência não é só canalizada contra os integrantes da Chapa 1. O PCO, Partido da Causa Operária (que também inscreveu uma chapa nestas eleições) também foram agredidos pelos militantes do PSTU, durante a realização das comemorações do 1º de Maio de 2000, porque, simplesmente, o professor Geraldinho não concordou com algumas críticas que a direção do PCO fez ao PSTU.
Além de violentos e equivocados politicamente, os integrantes do PSTU também já elegeram alguns alvos que serão destruídos se tiverem oportunidade. Já disseram pelos corredores da APEOESP que irão vender a Casa do Professor. Segundo eles, essa conquista da categoria reivindicava há anos, é um “luxo” que deve ser vendido e os recursos aplicados na luta.
Outro alvo serão os aposentados, que já não têm espaços dentro das subsedes que (ainda) o PSTU dirige e serão menores ainda. A chapa 2 é contra as cotas de aposentados nas direções das subsedes e irão restringir ainda mais. Basta verificar os índices de sindicalização dos aposentados em cada subsede. Nas subsedes em que o PSTU/Conlutas (ainda) dirige, esse índice é baixíssimo (6% de média). Ao contrário das subsedes da Chapa 1, onde o índice chega em média a 40%.
Construir a APEOESP, fortalecer suas lutas, aumentar o número de sindicalizados, conquistar e avançar nas negociações, resistir aos ataques do governo do Estado com competência, eficiência e eficácia são prioridades da Chapa 1.
Contamos com o voto de todos e a certeza que estaremos fortalecendo a democracia e a nossa APEOESP resguardando nossa independência e autonomia. Até a vitória.